Competição tem foco no mapeamento da Amazônia

Competição tem foco no mapeamento da Amazônia

Equipes de cientistas de seis países participam da etapa final de competição XPRIZE Rainforest | Florestas Tropicais, que busca novas tecnologias para mapear a biodiversidade da Amazônia; projeto tem evento na quarta-feira em Manaus com show acústico de Maria Gadú

As florestas tropicais, principais responsáveis pela manutenção do clima mundial, sofrem com contínuos processos de desmatamento, que colocam em risco de extinção diversas espécies, muitas ainda não conhecidas. Essas novas tecnologias vão permitir o mapeamento e acompanhamento da m biodiversidade, cuja perda é uma das ameaças centrais à vida na Terra, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Os finalistas devem ser capazes de pesquisar 100 hectares de floresta amazônica em 24 horas, e relatar importantes dados sobre a biodiversidade em tempo real, em até 48 horas.

Alternadamente, as equipes vão adentrar uma mesma área delimitada com suas tecnologias, que incluem drones com sensores bio acústicos, uso de robótica terrestre, inteligência artificial, entre outros, para mostrar o uso efetivo de suas invenções.

Mapear rapidamente a biodiversidade da floresta pode contribuir para evitar que a Amazônia chegue ao chamado ‘ponto de não retorno’ — estágio crítico apontado por especialistas no qual é impossível reverter ou restaurar o equilíbrio original da floresta — que está previsto para o fim desta década, além de propiciar uma transição para uma bioeconomia com justiça social e sustentabilidade.

“O XPRIZE Rainforest | Florestas Tropicais está antecipando a criação de tecnologias que, na velocidade tradicional de desenvolvimento, estariam disponíveis apenas na próxima década. Estamos ansiosos para ver como as equipes irão aprimorar suas abordagens nos testes finais, especialmente depois de acompanhar os testes em Singapura, na semifinal realizada no ano passado. Acredito que todos estão prontos para enfrentar os desafios desta competição e devem contribuir para revolucionar o mapeamento da biodiversidade tropical”, diz Peter Houlihan, vice-presidente executivo de biodiversidade e conservação da XPRIZE.

Na disputa pelo prêmio de 10 milhões de dólares, os competidores devem demonstrar escalabilidade e maximizar o desempenho, tanto no levantamento da biodiversidade quanto na produção de soluções compatíveis com os desafios de uma floresta tropical úmida e densa. “As novas tecnologias e inovações, por meio da cooperação global entre cientistas, permitirão mapear a biodiversidade das florestas tropicais e outros biomas no Brasil e no mundo. Com isso, poderemos entender e proteger melhor esses territórios e todos os seus seres vivos, garantindo a valorização dos recursos e o justo desenvolvimento sócio bioeconômico. A floresta viva e em pé é a fonte de sobrevivência das presentes e futuras gerações, especialmente de crianças e adolescentes”, avalia Pedro Hartung, CEO da Alana Foundation e diretor de Políticas e Direitos das Crianças do Instituto Alana.

Os levantamentos feitos pelas equipes vão beneficiar não apenas o Brasil, que possui a maior floresta tropical do mundo, mas também outros países na América Latina, África e Ásia que também possuem florestas tropicais. A definição de que a etapa final da competição seria realizada no Brasil aconteceu em agosto de 2023, após a assinatura de uma parceria entre o Ministério Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a XPRIZE Foundation.

Na ocasião, Rodrigo Rollemberg, secretário de Economia Verde do MDIC, celebrou o acordo ao dizer que “o prêmio usa as tecnologias da fronteira do conhecimento para identificar a biodiversidade”, e ressaltou as potencialidades do país para assumir a liderança na área de bioeconomia. “O Brasil tem tudo para liderar uma economia verde e de baixo carbono, por suas condições naturais e políticas: temos a maior biodiversidade do planeta, grande quantidade de biomassa, uma matriz energética renovável e em expansão, 12% da água do planeta e democracia”, destacou Rollemberg.

A cerimônia de abertura será realizada no dia 3 de julho, às 19h, no Teatro Amazonas, em Manaus; no dia 4/7 as equipes apresentarão suas tecnologias no evento Dia de Impacto, que será realizado no hotel Juma Ópera, em Manaus (AM). Esses eventos são fechados apenas para convidados.

Equipes na competição

Na disputa pelo prêmio de 10 milhões de dólares, os competidores devem demonstrar escalabilidade e maximizar o desempenho, tanto no levantamento da biodiversidade quanto na produção de soluções compatíveis com os desafios de uma floresta tropical úmida e densa.

Saiba mais sobre as equipes finalistas e suas tecnologias:

· Brazilian Team, Brasil – drones, arranjos de sensores, robótica terrestre e drones com podadores projetados para coletar amostras de DNA ambiental (eDNA) para avaliação;

· ETH BiodivX, Suíça – drones patenteados e modificados usados para coletar amostras digitais e físicas que podem ser analisadas usando a tecnologia de backpack lab combinando IA inovadora, ciência cidadã e eDNA de campo para análise remota econômica;

· Map of Life, EUA – veículos aéreos não tripulados (UAVs) equipados com captura de imagem de alta resolução e sensores acústicos que transmitem dados para um painel baseado em nuvem;

· Providence Plus, Espanha – grandes sensores implantados por drones projetados para produzir dados ricos em vários níveis de cobertura que, de outra forma, seriam difíceis de acessar;

· Limelight Rainforest, EUA – novas armadilhas de captura de insetos e sensores bioacústicos inovadores para serem implantados e recuperados via drone;

· Welcome to the Jungle, EUA – drones com sensores bioacústicos e de imagens personalizados para deixar para trás apenas material orgânico nativo da floresta após a recuperação.

Sobre o XPRIZE Rainforest | Florestas Tropicais

O XPRIZE Rainforest | Florestas Tropicais é uma competição de cinco anos com premiação de US$10 milhões. O objetivo desta edição é melhorar nossa compreensão dos ecossistemas das florestas tropicais em todo o mundo. Para isso, é incentivado que equipes participantes criem inovações ágeis e autônomas, tudo para acelerar o monitoramento da biodiversidade e a obtenção de dados. A intenção do prêmio é fazer com que pesquisadores obtenham insights quase em tempo real sobre a saúde e o bem-estar das florestas tropicais. Assim, será possível reforçar ações de conservação das florestas de maneira mais imediata, apoiar bioeconomias sustentáveis e empoderar povos indígenas e comunidades locais em todo o mundo.

Sobre o Alana

O Alana é um ecossistema de organizações de impacto socioambiental que promove e
inspira um mundo melhor para as crianças. Um mundo sustentável, justo, inclusivo, igualitário e plural. Um mundo que celebra e protege a democracia, a justiça social, os direitos humanos e das crianças com prioridade absoluta. Um mundo que cuida dos seus povos, de suas florestas, dos seus mares, do seu ar.

O Alana é um ecossistema de organizações interligadas, interdependentes, de atuação convergente, orientadas pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. O encontro de um Instituto, uma Fundação e um Núcleo de Negócios de Entretenimento de Impacto. Umcombinado único de educação, ciência, entretenimento e advocacy que mistura sonho e realidade, pesquisa e cultura pop, justiça e desenvolvimento, articulação e diálogo, incidência política e histórias bem contadas.

Com informações e fotos da assessoria

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