Universidade Federal do Amazonas aprovou concessão do título de Doutor Honoris causa ao indigenista Egydio Schwade e ao professor e historiador José Ribamar Bessa Freire
Membros do Conselho Universitário da Universidade Federal do Amazonas (Consuni/Ufam) aprovaram a concessão do título de Doutor Honoris Causa ao indigenista Egydio Schwade e de Professor Honoris Causa ao historiador José Ribamar Bessa Freire, em reconhecimento ao papel decisivo de ambos no indigenismo, na defesa dos direitos humanos, na educação e na história na Amazônia.
A proposição de concessão do título de Doutor Honoris Causa ao indigenista Egydio Schwade partiu do professor César Queirós (Ufam) e Tiago Santos (CEST/UEA) e contou com a parceria da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas e relatoria da professora Iolete Ribeiro (Fapsi/Ufam).
Os títulos são concedidos a personalidades que tenham se distinguido pelo saber, pela atuação em prol das Artes, das Ciências, da Filosofia e das Letras ou do melhor entendimento entre os povos.
Bessa
Ribamar Bessa construiu, em quase 60 anos de carreira, sólida trajetória na valorização, resgate e preservação da história dos povos originários brasileiros. Foi professor da Universidade do Amazonas (UA), hoje Ufam, entre 1977 e 1987 e cursou o doutorado em História na École des Hautes Études en Sciences Sociales, na França, e o doutorado em Letras pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), direcionando seus estudos para as línguas e os usos sociais dos idiomas indígenas no contexto amazônico.

O historiador também escreveu, coorganizou e organizou vários livros, entre eles Políticas de línguas no novo mundo, Os Aldeamentos indígenas do Rio de Janeiro, A Amazônia no período colonial e Rio Babel – a história das línguas na Amazônia. Hoje, ele segue com publicações em seu blog Taquiprati, mantém publicações semanais em jornais do Amazonas e está sempre contribuindo com pesquisas e trabalhos acerca do movimento indígena.
Ao longo de décadas de magistério e pesquisa, professor Bessa tornou-se uma das maiores referências do país em indigenismo, foi coordenador por três décadas do Programa de Estudos dos Povos Indígenas (PROINDIO), contribuindo, de forma expressiva, para o desenvolvimento da educação escolar indígena.
Egydio
Egydio Schwade tem uma trajetória igualmente importante na história da Amazônia brasileira. É filósofo, professor, indigenista, apicultor e ativista social – baseado há décadas no pequeno município de Figueiredo, na região metropolitana de Manaus.

Dedica-se ao indigenismo desde 1963. É co-fundador da Operação Anchieta (OPAN), em 1969; do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), em 1972; do Movimento de Apoio à Resistência Waimiri-Atroari, em 1983; da Casa da Cultura do Urubuí, em 1992; e do Comitê Estadual de Direito à Verdade, à Memória e à Justiça do Amazonas, em 2010. É autor do livro “A ditadura militar e o genocídio do povo Waimiri-Atroari”.
Em 2015, recebeu o título Cidadão do Amazonas pela Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM); em 2021, o título Doutor Honoris causa pela Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES), em Minas Gerais. Em 2024, foi agraciado com o prêmio Mestres e mestras dos saberes e fazeres culturais nas artes pelo Conselho Estadual de Cultura e a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas; e, em 19 de setembro do mesmo ano, foi aprovada pelo Conselho Universitário a concessão do título Doutor Honoris causa pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
Com informações e fotos de assessorias